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it is the unknown we fear when we look upon death
and darkness, nothing more.
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Fantasiar
sábado, 5 de dezembro de 2009, 10:38
No sentido mais literal da palavra. É isso que muita gente anda fazendo ao redor do mundo. Principalmente os jovens na faixa dos quinze aos vinte anos. Fantasiar o amor ideal, o homem/mulher perfeito, a felicidade eterna... Tudo com os pés fincados no chão, crendo que isso um dia realmente irá acontecer. Alguns podem comentar agora "Ah, balela!", e outros podem afirmar vigorosamente com a cabeça enquanto olham pela janela esperando o príncipe no cavalo branco. É, sou cética, desculpa. Amor verdadeiro existe raríssimas vezes. Tenho sorte porque tenho esse amor, e é recíproco, em relação a minha mãe. Mas de resto... Tsc, nadica de nada. Inclusive hoje eu estava assistindo o episódio 2x05 de Dollhouse, uma série da Fox, e um casal incrivelmente "apaixonado" apareceu. Sempre que eles iam se beijar, era o mesmo diálogo: - Me faça lembrar porque eu te amo tanto. - Você é minha linda donzela. - E você é meu cavaleiro branco. - Para sempre. Bem romântico, não é? Ouço suspiros através da tela. Mas não se enganem. A mulher, supostamente apaixonada por ele, era na verdade uma agente de uma sociedade secreta que tinha que "domesticar" esse homem. Ele era um bêbado que sofreu lavagem cerebral para virar um político respeitado, e ela era responsável por acompanhar a vida dele enquanto fingia ser a adorável esposa. Linda história de amor, não? Pode ser um pouco exagerado e fictício demais para vocês entenderem, mas é mais ou menos assim que eu penso. Amor mútuo entre duas pessoas (formando um casal, obviamente) não existe, é lenda. Claro, uma lenda digna de prêmio, porque cá entre nós: quem não queria "viver feliz para sempre"? Quem não queria ser amado e mimado todo dia até virar um maracujá de tão velho e enrugado? Mas querer não é poder (e não, papai noel NÃO existe...) e nem sempre é assim. É, eu disse "nem sempre". Não sejamos tão pessimistas, né. Afinal, o Harry casou com a Gina e o Edward com a Bella, não foi? Chegamos aonde eu queria chegar. Filmes como esse aí de cima são bem comuns e famosos. O filme "Ps: Eu te amo" é um clássico para aqueles que adoram um romance. Conta a história de uma mulher que perde o marido e pouco depois passa a receber correspondências dele pedindo para ela seguir a vida. É lógico que eu não vou contar como isso acontece, vocês precisam assistir para saber. Mas posso dizer que esse filme é realmente lindo e mostra um amor puro, sem intenções e restrições. Chorei, confesso. Noventa por cento dos que assistem choram, é inevitável. Os outros dez por cento são pessoas sem coração ou que têm algum problema com as glândulas lacrimais. Mas afinal, essas pessoas choram por quê? Pela emoção, por se envolver com o personagem? Não sei. No meu caso é bem simples: choro por saber que isso nunca aconteceria. Pelo menos não comigo. Não aqui, nessa vida. É tão surreal, tão lindo, tão inexplicável que não há quem diga o contrário. Ver um amor tão intenso e não pensar "poxa, que lindo!" é impossível. Amor é o desejo de todo ser-humano. Amar ou ser amado. E infelizmente só nos contos de fadas e filmes Hollywoodianos isso acontece de fato. Amar não é dizer "eu te amo". E não, não é se oferecer para ser transformada em vampiro também... |
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